Brasil muda conduta em Direitos Humanos em
http://bit.ly/hOsYmKDiz o artigo que a Presidenta Dilma está preocupada com os destinos da senhora iraniana
Sakineh Ashtani ainda em vias de ser morta por lapidação (leia-se, apredejamento).
Fico contente que o articulista , Sérgio Leo , de Brasilia (que escreve para o jornal Valor Online) tenha trazido esse assunto a tona.
Espero que mais adiante, além de se preocupar com a imagem internacional do Brasil, Dilma comece a dar conta das questões séríssimas de Direitos Humanos dentro do próprio território nacional onde pessoas LGT´s são assassinadas, lesionadas ou vitimadas via bullying ou assédio moral.
Ministro Paulo Vanuchi, Presidente Lula, Ministra Maria do Rosário
E, mesmo se quiser fazer alguma coisa encontrará muita dificuldade para fazer negociações com o aumento da bancada fundamentalista e tradicionalista, que não é pequena. Não posso desejar a Rosário apenas sorte!
A pergunta que fica é: Rosário quer pagar esse pato? Dilma quer entrar em rota de colisão com sua base mais conservadora? Não sei! Tomando como exemplo o ex-presidente Lula, podemos sentar e aguardar por mais alguns anos. Será isso?
Nós, que vivemos um apartheid de gênero devido as brechas da controversa Constituição e do Código Civil (portanto, um apartheid promovido pelo Estado e pela esmagadora maioria das igrejas) estamos cansados de discursos que não se traduzem em ações concretas. Somos usados/as enquanto mentores/as de políticas públicas para inglês ver. Somos usados/as para medidas paliativas - faço de conta que estou fazendo algo por você e você faz de conta que acredita e espalha para todas as pessoas - no melhor estilo boi de piranha e ainda servimos como bucha de canhão (é muito adjetivo?).
A operação Band-Aid traduzida pela primeira conferencia GLBT, em Brasilia ficou para traz no momento em que a Presidenta da Argentina, Cristinas Fernándes Kishcner promulgou a Lei do Casamento Civil (ou, como os jornais chamaram - casamento gay), ali, na Argentina. Passaram a perna em nós, é fato.
Está no discurso, mas, isso não nos garante nada. Já vi esse filme antes.
Roberto Warken
Sociólogo
Especialista em Educação Sexual
Mestre em Educação e Cultura
Membro do Instituto Arco-Iris de Direitos Humanos
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